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O QUE VOCÊ TEM FEITO PELO SEU CORAÇÃO?

Doenças cardíacas matam mais que o câncer, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

EM TODO O MUNDO, 17,5 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, são registradas anualmente cerca de 350 mil mortes causadas pelos três maiores problemas: infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Para o cirurgião cardiovascular do Hospital Santa Catarina de Blumenau, Dr. Djalma Luiz Faraco, os números são altos porque as pessoas negligenciam a saúde. “Estamos mais acostumados a remediar do que prevenir, e isso é uma pena porque a maior parte das doenças – quando diagnosticadas no início - podem ser controladas”, alerta.
O estilo de vida é um dos principais fatores de risco das doenças cardiovasculares. Contudo é preciso ficar atento ao fator hereditário, já que os filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm maior propensão para desenvolver doenças desse grupo.
De acordo com o Dr. Faraco, a prevalência da doença cardiovascular precoce (menor de 50 anos) é mais comum em homens, acima do peso, que fumam, são sedentários, hipertensos e/ou diabéticos. “Depois dos 50 anos de idade, as chances de desenvolver uma doença cardiovascular são as mesmas para homens e para as mulheres”, informa.
O empresário Fabrício Célio Fistarol, 36 anos, sentiu na pele a influência dos fatores de risco, no dia 16 de setembro de 2016, quando sofreu um Infarto Agudo do Miocárdio. “Era um dia normal. Correria, contas para pagar, filas e, de repente, senti uma ardência estranha no peito. Ia esperar um pouco para ver se passava, mas comecei a suar frio, aquele suor gelado, como se fosse desmaiar. Foi então que decidi ir para o Santa Catarina. Poderia até não ser grave. Mas, se fosse, eu tinha certeza de que seria bem assistido”.
Segundo Fabrício, foi tudo muito rápido. “Não liguei para ninguém para pedir ajuda. Peguei o carro e fui para o Hospital. Cheguei ao Pronto-Socorro do coração e fui atendido imediatamente. Depois disso, não me lembro de mais nada, só que acordei na sala de recuperação. Do mal-estar até o atendimento foi questão de meia hora. Segundo a equipe médica, logo que cheguei ao Pronto-socorro tive 7 paradas cardiorrespiratórias em menos de 10 minutos”, relata.
Conforme Dr. Faraco, a atuação rápida e eficaz da equipe multidisciplinar é crucial para aumentar a sobrevida dos pacientes e reduzir os riscos de sequelas nos casos de parada cardiorrespiratória. “O tempo ideal para começar a atuar nos casos de parada cardíaca é abaixo de cinco minutos”, explica. “A melhor decisão que tomei na vida foi ir para o Hospital naquela hora. Se eu tivesse ligado para emergência, certamente não teria sido atendido a tempo. Sem contar que teriam me levado para qualquer lugar”, afirma Fabrício.
Para Dr. Faraco, além de uma equipe médica e de enfermagem qualificada, é preciso ter uma infraestrutura adequada para situações de emergências. “Quando o Fabrício deu entrada no Pronto-Socorro ele foi atendido imediatamente, fez todos os exames necessários e, em virtude da gravidade do seu quadro, foi submetido à cirurgia imediatamente e transferido para a UTI Cardiológica. Dependendo do local onde ele tivesse iniciado o seu atendimento, isso não seria possível”, constata o médico.
“O mais curioso é que não tenho casos de doenças cardiovasculares na família, por isso não atribuí o mal-estar a problemas cardiológicos. Levava uma vida corrida, era sedentário, fumava, não me alimentava adequadamente, mas não imaginava que o meu estilo de vida poderia ocasionar um infarto”, deduz o paciente. Passado o susto, Fabrício faz planos para uma vida nova. “Parei de fumar no dia em que infartei e, assim que eu for liberado pelo médico, vou começar a fazer atividade física. Quero voltar a trabalhar logo. O trabalho me dá prazer. Eu me realizo fazendo o que faço. Só que, desta vez, não vou descuidar da minha saúde”, diz.

EXPLICANDO O INFARTO DO MIOCÁRDIO E A PARADA CARDÍACA
O coração, assim como os demais órgãos do corpo, precisa de sangue arterial rico em oxigênio para funcionar normalmente. Ele trabalha como uma bomba de ejeção de sangue. Quando ele se contrai, distribui sangue pelas artérias para todo o organismo, e quando se dilata, traz o sangue de volta pelas veias para dentro dele. Esse é o funcionamento natural de um coração saudável.
De acordo com o Dr. Faraco, o Infarto Agudo do Miocárdio é uma lesão no músculo cardíaco, causada por uma obstrução em uma das artérias do coração. “A parada cardíaca, por sua vez, acontece quando o coração para de funcionar – de bater, o que frequentemente é uma consequência do Infarto”, explica.

COMO AVALIAR UMA DOR NO PEITO?
A dor no peito é o sintoma mais comum do Infarto Agudo do Miocárdio. O rápido diagnóstico e tratamento são fundamentais para evitar as complicações do Infarto – a parada cardíaca. Por isso, fique atento aos sinais:

• Dor forte no peito, no abdômen e nas costas;
• Falta de ar ou dificuldade em respirar;
• Dificuldade em falar de forma clara;
• Dor ou formigamento no braço esquerdo;
• Palidez e cansaço excessivo;
• Náuseas e tonturas frequentes;
• Suores frios.

Acione o serviço de emergência pelos telefones 192 ou 193 ou procure imediatamente o Hospital mais próximo da sua casa. Tempo é vida!  

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